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Santa Cruz do
Monte resolveu construir uma confraria a que
foi dado o nome de Confraria do Bom Jesus do
Monte, a sua finalidade era tudo fazer para
o engrandecimento deste centro de
peregrinação.
Pouco a pouco
foi ganhando corpo a ideia de transformar a
ermida da Santa Cruz do Monte um Espinho num
grandioso monumento em honra da paixão de
Cristo.
De 1629 a 1722
foi-se abrindo um caminho sinuoso e íngreme
nas margens do qual se construíram capelas
em forma de pequenos nichos, que lembram aos
peregrinos os diversos passos do Calvário. A
partir de 1722, com o Arcebispo de Braga D.
Rodrigo de Moura Teles, projectou-se e
começou-se a realizar um grande plano, que
acabou por redundar no Santuário do Bom
Jesus do Monte actual.
Tratava-se de
restaurara e reedificar, aqui, em Braga a
cidade de Jerusalém, para que os cristãos
que não podiam peregrinar até à Palestina
pudessem fazer aqui a sua peregrinação aos
lugares santos, revivendo as cenas da Paixão
do Senhor.
O adro da
Igreja projectado por Carlos Amarante em
1784, apresenta 8 estátuas, que representam
personagens que intervieram na condenação,
paixão e morte de Cristo; a Igreja tem
planta de cruz latina.
A estância do
Bom Jesus não se limita a ser uma estância
religiosa, embora o aspecto religioso a
caracterize profundamente, é também uma
estância turística.
Nela o
peregrino e o turista encontram um ambiente
que convida ao descanso e ao recolhimento
através da sua mata frondosa e dos seus
hotéis.
O peregrino e
o turista também encontram no Bom Jesus
ocasião para uma sã diversão. |